sexta-feira, 6 de maio de 2011

Realengo


Um minuto de silêncio... 
Solenemente empoada
Os olhos fitam as pálpebras
Agora cerradas
Sentimentos pela vida
Mal crescida e já levada
A platéia omissa se cala
Agora é tarde
Não se pode fazer nada...

Um minuto de silêncio.

Por favor, alguém cale a voz que grita aqui dentro... 
A culpa pela omissão, pela violência , pela ausência. 
Por todas as vezes que me recusei perdoar
Por tantas vidas que deixei de tocar
Pelo amor que tão covardemente não pude dar.
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Rio de Janeiro é aqui.O quintal está dentro de casa, a cidadela caiu, as grades viraram piada
Proteção contra a violência, contra a marginalidade... Sociedade é refém não só da impunidade... Ninguém está seguro. Os loucos estão presos, mas só os sãos surtam!

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